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Em destaque, a Biblioteca Nacional da China. O dialeto mandarim, a variação mais popular do idioma chinês, é falado por mais de um bilhão de pessoas – o segundo idioma mais falado do mundo. Existem muita diferença entre os idiomas asiáticos. [Fonte: Commons]

Fazendo uso de uma escrita complexa, as línguas da Ásia Oriental são difíceis de distinguir – mas existe uma maneira de facilitar essa tarefa.

Redação pecahoje.com.br

Por não utilizarem o alfabeto latino que estamos acostumados, as línguas asiáticas causam bastante confusão por serem bastante complexas e similares. Muitas pessoas sequer sabem que existe uma diferença entre os idiomas japonês, chinês e coreano. No entanto, com a observação de pequenos detalhes na forma dos símbolos, fica bem fácil distinguir entre elas, ainda que não se entenda um vocábulo do idioma.

Os caracteres chineses originaram de um conjunto de hieróglifos chamados de “escrita em ossos oraculares”. Datados do século XII a.C., estes caracteres eram desenhos aproximados do que as palavras representavam, fato que ainda pode ser observado em algumas palavras. É bem fácil entender o porquê da palavra 人 significar “pessoa”, pois sua representação é parecida a uma pessoa em pé. Parte da China, por outro lado, não fala apenas um idioma – Macau, por exemplo, também fala português (veja mais neste artigo)

No entanto, nem todas as letras do idioma são pictogramas, ou seja, “imitações da forma”. Muitos destes hieróglifos foram transformados de maneira a serem escritos de maneira mais rápida, tornando-se irreconhecíveis da forma original.

Evolução da representação da palavra “cachorro”, começando da esquerda, com as escritas neolíticas e as “inscrições em ossos oraculares”, até à direita, com o formato usado atualmente pelos chineses e japoneses. [Fonte: Commons]

Tanto a Coreia quanto o Japão reagiram de maneiras diferentes à adesão dos caracteres chineses nos idiomas locais. A necessidade de uma língua escrita surgiu de forma quase simultânea à expansão da religião budista, oriunda da China, por toda a Ásia oriental.

Os caracteres chineses desembarcaram na península coreana no século I a.C., onde ficaram conhecidos como “hanja“. Apesar de adaptado à língua coreana, o método era considerado muito complexo, dado como uma das principais causas para o analfabetismo na época. Isso levou o rei Sejong, o Grande a desenvolver o hangul no final do século XV. Este método simplificado usa linhas retas e simples para designar o som emitido na palavra – em alguns casos, essas linhas representam o posicionamento da língua durante a articulação da sílaba. Os caracteres chineses são utilizados apenas na escrita formal ou em situações que podem ocorrer duplo sentido – mas, ainda assim, seu uso é extremamente raro.

O movimentado mercado coreano Dongdaemun. Note as placas escritas usando hangul. [Fonte: Commons]

Os japoneses passaram por uma situação similar, pois possuíam uma lingua falada mas nenhum método de escrita concebido. Foi apenas no fim do século V que a escrita foi desenvolvida, com o sistema chamado Man’yougana. Este método consistia no uso dos caracteres chineses pelos sons que eles representavam, não pelo significado. Dessa maneira, o caractere 毛 era usado para ilustrar as sílabas que se pronunciavam “mo” e não por significar “cabelo” em chinês, por exemplo.

Man’yougana foi simplificado ao longo dos anos, dando origem aos silabários kana, exclusivos da língua japonesa. Um deles, o hiragana, tem como principal função retratar flexões verbais e marcar funções gramaticais, enquanto o katakana é utilizado transcrever palavras de origem estrangeira, como nomes de pessoas ou lugares. No entanto, diferentemente do coreano, os caracteres chineses ainda seguem amplamente utilizados no idioma, seja para verbos ou substantivos.

O silabário hiragana, de formas relativamente simples, que ocorre apenas no japonês. [Fonte: Commons]

Dada a história da escrita dessas línguas, fica bem mais fácil achar a diferença entre os idiomas. Basta seguir um processo de eliminação: se a escrita possuir traços bastante retilíneos e espaçados, sem tantos detalhes agrupados em um pequeno espaço, trata-se de coreano. Se não for o caso, a frase estará em japonês se ela possuir os caracteres dos silabários kana, exibidos na imagem acima. Se não encontrar nenhum deles, é bem possível que seja chinês. Compare os idiomas visualmente na imagem abaixo.

A frase “bom dia, meu nome é João” nos idiomas chinês, japonês e coreano, respectivamente. Note as formas simples dos caracteres do hiragana que ocorrem no idioma japonês, completamente ausentes do idioma chinês. Por fim, observe que a língua coreana usa um alfabeto diferente.

Ainda que complexos, é possível distinguir entre os três principais idiomas da Ásia Oriental sem saber muito sobre eles. Dessa maneira ficará mais difícil olhar para uma dessas línguas e simplesmente chamá-la por algum nome genérico.

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