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Foto da corrida de marcha à ré realizada nos Países Baixos (Imagem: Noord-Hollands Archief – Fotopersbureau De Boer)

Os Países Baixos são palco de uma corrida inusitada em que carros disputam uma corrida em marcha ré.

O automobilismo é um dos esportes mais antigos que existe. A busca por ser o mais rápido foi responsável pelo desenvolvimento de diversos recursos de velocidade e segurança nos automóveis.

Uma corrida em especial buscou apresentar a disputa de uma forma inusitada: os veículos são dirigidos em marcha ré em um circuito. Vamos conhecer mais sobre essa competição bizarra.

A ideia de correr em marcha ré

Alguns carros capotados na corrida de marcha ré.

Acidentes eram recorrentes na corrida de marcha ré. (Imagem: Noord-Hollands Archief – Fotocollectie Anefo)

O torneio era organizado no circuito de Zandvoort, na província da Holanda do Norte, nos Países Baixos. A pista recebeu o Grande Prêmio dos Países Baixos de Fórmula 1 em diversas ocasiões, retornando ao calendário do torneio em 2021.

A disputa acontecia de forma similar a qualquer corrida tradicional: os carros iniciam em um grid de largada e percorrem o circuito fazendo ultrapassagens para chegar em primeiro lugar. A diferença, é claro, era que os veículos corriam em marcha ré.

Uma transmissão da corrida de marcha ré.

A disputa era televisionada e atraia grandes públicos. (Imagem: Reprodução/TROS TV)

A competição bizarra passou a ser organizada nos anos 70 como quadro do programa “Te land, ter zee en in de lucht“, que contava com gincanas de maneira parecida aos folhetins dos apresentadores Silvio Santos e Fausto Silva.

De todas as gincanas feitas no programa, a corrida de marcha ré era a mais esperada. Uma das edições chegou a atrair 40 mil espectadores ao circuito, que buscavam presenciar ao vivo os diversos acidentes daquele inusitado evento. Em diversas ocasiões, contou até com eventos de abertura, com aparições de músicos e artistas internacionais.

O evento foi narrado pelo comediante André van Duin, fornecendo comentários divertidos durante a competição. A disputa foi chamada de Achteruitrijden, que significa “corrida de marcha ré” em neerlandês.

Os detalhes da disputa bizarra

Um DAF 66, principal carro das corridas de marcha ré.

Um DAF 66, o carro mais usado nas corridas de marcha ré. (Imagem: Commons)

Para disputar o torneio, os pilotos utilizavam o DAF 66, um sedan de pequeno porte da van Doorne’s Aanhangwagen Fabriek, empresa dos Países Baixos de fabricação de automóveis. A empresa chegou no Brasil em 2013 fabricando caminhões no Estado do Paraná.

O pequeno DAF 66 conta com um sistema de transmissão automático chamado Variomatic. Ele foi desenvolvido no final dos anos 50 pelo inventor Hub van Doorne, o próprio fundador da DAF. Posteriormente, a tecnologia foi usada pelas empresas Volvo e Bosch, proprietárias seguintes da empresa holandesa.

Um câmbio Variomatic em exposição.

O câmbio Variomatic, amplamente usado nos veículos da DAF. (Imagem: Commons)

O mecanismo faz uso de uma correia de transmissão e duas polias, sendo a primeira criação bem sucedida de um câmbio CVT na história – falamos mais a respeito desses câmbios nesse artigo.

Por causa dessa configuração, o DAF 66 possuía a mesma velocidade tanto de frente como de ré, podendo atingir 150 quilômetros por hora.

Nas versões seguintes outros carros participaram da disputa, como algumas BMWs e os famosos Fuscas. No entanto, os veículos da DAF venceram em boa parte das ocasiões.

Porque os carros são mais lentos em marcha ré?

Um motorista dando marcha ré.

A velocidade de ré é bem mais devagar que a original. (Imagem: usarmy/Flickr)

Apesar de parecer uma ideia divertida ter um veículo que atinja altas velocidades em marcha ré, isso não funciona muito bem na prática.

Isso se dá pois existem diversas engrenagens para levar o carro para frente, mas apenas uma para dirigi-lo de marcha ré. Isso faz com que a velocidade de ré seja equivalente à primeira marcha.

Obviamente, o motorista passará a maior parte do tempo dirigindo para frente, portanto, a velocidade de ré não é um fato relevante ao projetar um veículo.

Um acidente na corrida de marcha ré.

O resultado de dirigir de ré em alta velocidade pode ser catastrófico. (Imagem: Noord-Hollands Archief – Fotocollectie Anefo)

Após assistir a uma disputa como a achteruitrijden, fica óbvio o quanto perigoso é dirigir de ré nessa velocidade.

A versão moderna dessa corrida

Recentemente, a corrida foi disputada em menor escala como uma ação publicitária chamada Red Bull Reverse. A competição contou com duas figuras ilustres: o neerlandês Max Verstappen e o japonês Yuki Tsunoda, ambos pilotos de Formula 1.

A disputa terminou com o neerlandês superando o piloto da AlphaTauri, que havia colidido com um guard-rail da reta principal. Após a competição, Verstappen destacou que não se sentiu confiante para atingir a velocidade máxima. “Dá para notar que, passando de 80 km/h, você começa a perder o controle do veículo demais”, afirmou.

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